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A busca de resultados nas SECURITIZADORAS de pequeno e médio portes no mercado de antecipação de recebíveis.

As SECURITIZADORAS DE CRÉDITOS FINANCEIROS de pequeno e médio portes tem trabalhado seguindo suas origens no setor de fomento comercial. A grande maioria das originadoras-cedentes por elas atendidas são empresas de pequeno portes e algumas microempresas. Alguns FIDCs médios continuam trabalhando nos seguimento das pequenas. Estes ficam penalizados na geração de resultados por trabalhos em baixa escala. Seus elevados custos de administração e manutenção sacrificam as margens operacionais.

Temos presenciado migração de FIDCs para SECs e em muitos casos como retorno às origens. Nos parece uma demonstração clara da necessidade de escala para os FIDCs. Essa é uma decisão estratégica!

O mercado tem demonstrado uma inserção significativa dos FIDCs nas médias e grandes empresas. Naturalmente estas ações têm levado à prática de taxas diferenciadas. O significativo volume de recursos disponíveis nos diversos fundos buscam remunerações em grandes volumes e em níveis elevados de segurança. 

Por outro lado, o alto custo de aplicações nas pequenas, principalmente pelos seus reduzidos volumes e alta insegurança, faz com que a precificação das antecipações seja mais elevada. O que é natural e é o espelho das relações dos mais variados setores com as micro e pequenas. Estas, pelos seus tamanhos, volumes e risco, acabam pagando mais caro pelos seus insumos.

É preciso atenção para os ataques dos grandes FIDCs na prospecção de originadoras de pequeno porte oferecendo taxas e condições similares aquelas para empresas de porte médio e grandes.

Esta é uma oportunidade para as SECs pequenas utilizarem estratégias de relação para manutenção desses clientes.

Mesmo operando com taxas mais elevadas as pequenas SECs, principalmente aquelas que trabalham não alavancadas ou sejam as que utilizam exclusivamente capital próprio de seus investidores e gestores, vivem dificuldades para aplicar todo o capital disponibilizado e para gerar resultados satisfatórios.

A geração de um resultado, depois do Imposto de Renda, de 25% (vinte e cinco por cento) sobre o patrimônio líquido do ano anterior pode ser considerado auspicioso numa Selic de 15%.

Fica a sugestão de se fazer um exercício de calcular que taxa média deve ser aplicada, sobre que volume de operações mensais e a que prazo médio dos recebíveis, para alcançar o resultado sugerido acima, ou seja, de 25% sobre o PL, depois do IR.

Lembre-se dos custos sobre a receita bruta, dos custos fixos administrativos, dos custos financeiros esporádicos, dos custos dos prestadores, das retiradas prolabores, dentre outros.

Lembre-se também: RESULTADO NÃO É FATURAMENTO. RESULTADO É LUCRO LÍQUIDO!!!

O mercado para as SECURITIZADORAS DE CRÉDITOS FINANCEIROS de pequeno e médio portes está ativo e em expansão. Sofre com o crescimento das médias e grandes empresas, mas até por serem vitais para a vida de toda a sociedade, tende a crescer. Exige de seus financiadores atenção especial em algumas detalhes, tais como: conhecimento profundo das estruturas das originadoras, das suas viabilidades e do caráter e capacidade gestora de seus proprietários, entre outros. Exige controle e monitoramento do crédito concedido. É preciso ter claro as rotas de saída e também as rotas de oportunidades.

A liderança e as decisões estratégicas dos gestores das SECs tem papel fundamental nos resultados do negócio. A capacitação de suas equipes é determinante para a produtividade qualificada de suas operações. Suas políticas de crédito são regramento fundamental para avaliação e dimensionamento dos riscos.

Os bons resultados começam na boa gestão.

16/11/2025

Carlos Alexandre de Braga Almeida

 
 
 

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